12º Tai Situ Rinpoche

situ_rSua Emª o XII Tai Situpa

Pema Donyo Nyingche Wangpo

O décimo segundo Tai Situpa, Pema Donyo Nyingche Wangpo, nasceu no ano do cavalo de madeira (1954) no Distrito de Palyul do Reino de Derge, em uma família de fazendeiros. Os detalhes de seu nascimento foram completamente de acordo com a predição do Décimo Sexto Karmapa. Ele foi mais tarde levado ao monastério Palpung e aos 18 meses foi entronizado lá pelo 16º Gyalwa Karmapa. Neste momento era conhecido de que ele claramente reconheceu seus antigos assistentes e discípulos.

Aos 6 anos de idade as condições políticas o forçaram a deixar o Tibete, viajando primeiramente ao Butão, e mais tarde se juntando ao Gyalwa Karmapa, seu mestre espiritual e líder supremo da linhagem Kagyu, no Monastério de Rumtek, Sikkim, Índia.

Ele recebeu seu treinamento religioso formal do Gyalwa Karmapa e muitos outros professores sob sua direção. Em 1975, com 22 anos, ele assumiu suas responsabilidades tradicionais fundando o projeto monástico, Sherab Ling ( www.sherabling.org ), a pedido de seus seguidores tibetanos que se assentaram no norte da Índia.

Em 1980 ele fez seu primeiro tour para Europa, e desde então tem viajado amplamente para América do Norte, Europa e Sudeste Asiático ensinando filosofia budista e meditação a pedido de budistas, humanitários e organizações de vários credos.

No inverno de 1984 o Tai Situpa fez seu primeiro retorno ao Tibete. “Era uma viagem completamente não política e religiosa,” ele enfatizou, “motivado pelas necessidades espirituais das pessoas.” Ele foi convidado para um enorme número de monastérios de todas as tradições, aonde ele deu ensinamentos e iniciações, uma na qual com a presença de mais de 100.000 pessoas- o que é surpreendente dado a distância do Monastério de Palpung.

Em 1989 ele liderou a Peregrinação para a Paz Ativa para inspirar pessoas a tomar um envolvimento ativo na paz mundial. Um documentário foi feito do evento no qual incluiu uma audiência com o Papa João Paulo II, um intercâmbio com os monges Beneditinos em Assisi, orações para a paz em Mt. Shasta e um diálogo inter-religioso com os líderes espirituais das principais religiões do mundo na Índia.

Ele retornou ao Tibete em 1991 onde ordenou mais de 1200 monges e monjas e transmitiu uma série de iniciações, (Dam Nga Zod), que contou com a presença de mais de 65 lamas reencarnados , uma estimativa de 2000 sanghas ordenadas de 92 monastérios e incontável número de leigos.

Seu professor principal Karmapa Rigpai Dorje, faleceu em 1981 e no dia 25 de Junho de 1985 renasceu em uma família nômade no Tibete Oriental. Em 1992, seguindo métodos tradicionais, ele foi reconhecido por Sua Santidade Dalai Lama, e logo depois entronizado em seu monastério no Tibete pelo Tai Situpa.

Em Janeiro de 2000 o XVII Karmapa, Orgyen Trinlay Dorje, empreendeu uma corajosa escapada de seu monastério no Tibete, para poder continuar seus estudos religiosos. O Tai Situpa está agora guiando seu treinamento espiritual no exílio perto de Dharamsala, Índia.

O XII Tai Situpa continua as tradições da linhagem de prática dos Tai Situpas. Um renomado professor budista, treinando um após o outro a próxima geração de mestres budistas.

Em um nível mais pessoal o Tai Situpa é um acadêmico, poeta, calígrafo, artista, compositor, arquiteto e “geomancista”(a ciência do estudo das propriedades e relações entre o ambiente, os elementos e suas interações com linhas, ângulos, superfícies e sólidos).

Como uma pessoa preocupada com o futuro bem estar do planeta e suas pessoas, o Tai Situpa organiza e participa de conferências pelo mundo tentando fazer parte da realidade da vida na Terra com compaixão e sabedoria.

Como um mestre budista, ele regularmente viaja pelo mundo dando ensinamentos e iniciações a pedido dos Centros de Dharma, e mantém cursos de longa duração de Mahamudra para introduzir os mais profundos e sagrados ensinamentos da Karma Kagyu.

(texto original em Inglês: http://www.sherabling.org/taisitupa/xiitai.htm)