Meditação

Próximo encontro: dia 26 de novembro, domingo, de 10  às 12 horas

Em dezembro: dia 17

O grupo de meditação se reúne uma vez por mês e qualquer pessoa pode participar.  Não é necessária inscrição prévia, ela pode ser feita no local.

Lama Pema Rangdol - foto KTC

Lama Pema Rangdol – foto KTC

A atividade é conduzida por Lama Pema Rangdol, intercalando a teoria com a prática de meditação propriamente dita. Assim, a cada mês, Lama Pema nos fornece diferentes ensinamentos e recomendações sobre meditação, reservando momentos específicos para que se exercite o que está sendo ensinado, bem como, para o esclarecimento de eventuais dúvidas, o que nos auxilia no aperfeiçoamento de nossa prática.

Inscrições

  • Taxa de inscrição não-afiliados: R$ 30,00. Crianças não pagam;
  • Membros afiliados em dia com sua contribuição não pagam inscrição;
  • Você pode se inscrever no dia (por favor, chegue com antecedência), na Loja da KTC  (todos os dias) ou pela internet.

Para se inscrever pela internet

  •  Clique aqui  (Doações) e use o PagSeguro para fazer a transferência.
  • Após a transferência, envie um email para tesouraria@ktc.org.br  informando a que se refere a quantia (ex.: inscrição para a meditação do dia xxx), bem como, o seu telefone e email.
  • Você receberá um email da KTC confirmando a sua inscrição.

Informações adicionais

  • Para participar da atividade é cobrada uma pequena taxa de inscrição, no valor de R$ 30,00. Membros afiliados em dia com sua contribuição não pagam inscrição. A KTC é uma instituição religiosa sem fins lucrativos, mantida por meio das contribuições dos praticantes e das inscrições nos eventos que realiza. O valor arrecadado nesse evento destina-se a sua manutenção e à continuidade das atividades do Dharma;
  • Nosso objetivo é tornar o Dharma acessível a todos, assim, em caso de real necessidade, se você não puder arcar com esse custo e desejar participar, entre em contato com a secretaria da KTC;
  • As instruções e ensinamentos são dados em inglês com tradução para o português;
  • A prática começa rigorosamente no horário, solicitamos chegar com antecedência de, ao menos, 15 minutos.

O que é a Meditação Shamata

Shamata é um termo sânscrito que se refere a uma abordagem não-analítica de meditação. Em tibetano é utilizado o termo Shinay (“shinê”), onde shi significa “paz” ou “tranquilidade”, e nay significa “residir” ou “ficar”.

Assim, essa abordagem é conhecida como permanecer em calma – apenas permitindo que a mente repouse calmamente da forma como ela é. Trata-se de um tipo básico de prática por meio do qual repousamos naturalmente a mente em um estado de consciência relaxada para permitir que a natureza da mente se revele.” (Mingyur Rinpoche, A alegria de viver, p. 140).

“Inúmeras pessoas crêem que a meditação deve necessariamente ser um estado desprovido de todos os pensamentos. Ora, quando elas meditam, pensamentos aparecem e elas concluem disso que são incapazes de meditar, que a meditação é um exercício completamente fora de seu alcance. Esse a priori é um erro: meditar não é apagar todo pensamento. Como abordar o problema dos pensamentos? É preciso, antes de tudo, evitar dois erros:

  1. O primeiro é não tomar consciência de que os pensamentos se produzem [ou] segui-los maquinalmente.
  2. O segundo é procurar detê-los.

A atitude justa será, ao contrário, estar consciente da produção dos pensamentos, mas sem segui-los nem procurar pará-los, mas simplesmente não ocupar-se deles. Se não nos ocupamos dos pensamentos, os pensamentos não tem força. Enquanto não conhecemos a natureza de nossa mente, esta produz pensamentos, que tanto podem ser positivos como negativos, dotados de uma grande força sobre nós mesmos, pois eles são apreendidos como reais. Sem esta apreensão, os pensamentos não têm nenhuma força.

Os estágios da meditação Shamata

Os estágios da meditação Shamata

Quando deixamos a mente relaxada, vem de início um momento em que ela permanece sem pensamentos. Esse estado estável é como um mar sem ondas. Nessa estabilidade, surge em seguida um pensamento. Este é como uma onda que se forma na superfície do mar. Na medida em que deixamos este pensamento sem nos ocuparmos dele, sem o “deter”, ele esvanece-se por si mesmo na mente de onde emanou. É como a onda que se desfaz de novo no mar de onde surgiu. O mar e a onda, se não refletimos sobre isso, podem aparecer como duas realidades separadas. De fato, elas são indiferenciadas em essência, pois a essência da onda é a água, bem como a essência do mar também o é.

Não podemos dizer que ambos sejam entidades diferentes. Ondas sobem à superfície do mar, mas nada podem fazer alem de fundir-se de novo no mar. No entanto, não podemos dizer que o mar estaria de início diminuído ou que estaria em seguida aumentado. Da mesma maneira, quando deixamos acontecer o movimento dos pensamentos sem nos ocuparmos deles, nossa mente não se encontra deteriorada quando os pensamentos se produzem, e ela não se encontra melhorada quando é desprovida de pensamentos. Enquanto não tivermos compreendido o que é a mente, somos um pouco como aquele que estando na praia pensasse que o mar deve absolutamente ser desprovido de ondas.

Quando uma onda vem em sua direção, ele desejaria agarrá-la e jogá-la para um lado, depois, agarrar a seguinte e jogá-la do outro lado. E mesmo quando, independentemente de seus esforços, o mar se acalmasse por instantes, seria inevitável que ondas se formassem de novo ali. Aquele que esperasse estabelecer um mar definitivamente desprovido de ondas só poderia estar constantemente decepcionado. Querer, durante a meditação, eliminar os pensamentos, é colocar-se na mesma situação. Quando ondas surgem do mar, elas recaem no mar. Na realidade, o mar e as ondas não são diferentes. Se compreendemos isso, permanecemos sentados na praia, relaxados: não há então nem fadiga nem dificuldade. Do mesmo modo, quando observamos a essência de nossa própria mente, que existam pensamentos ou não, é sem importância; permanecemos simplesmente relaxados.” (Bokar Rinpoche, Meditação: conselhos ao principiante)



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