S.S. Karmapa: “O que significa ser um autêntico budista”

S.S. Karmapa - Ensinamento no Monastério de Gyuto, abril/2013

S.S. Karmapa – Ensinamento no Monastério de Gyuto, abril/2013

Recentemente, durante um encontro com um grupo de trezentos estudantes avançados do Mahamudra, S.S. Karmapa discorreu sobre o que significa ser um autêntico budista.

O grupo de estudantes internacionais, seguindo uma tradição anual, viajara para o Monastério de Gyuto em busca dos ensinamentos de S.S. Karmapa logo após ter recebido, de Kyabje Tai Situ Rinpoche, as transmissões do nível 6 do Mahamudra.
S.S. Karmapa começou seu ensinamento observando que é complicado quando nos consideramos praticantes do Dharma ou seguidores do Budismo apenas no nome, sem realmente entender a essência do que é ser um verdadeiro Budista.

“Às vezes, o mais importante é ser uma boa pessoa, um bom ser humano. Isso é muito importante,” começou ele. Tomando a si mesmo como exemplo, o Gyalwang Karmapa prosseguiu: “Por exemplo, em termos de mim mesmo, algumas vezes penso que sou um legítimo seguidor do Budismo ou um legítimo estudante do Budismo porque nasci em uma família Budista e fui criado em um ambiente Budista, um monastério. Eu penso ser o tipo verdadeiro de Budista – como praticante ou seguidor. Mas, se você pensa com cuidado no assunto e descobre: ‘É, talvez eu seja um praticante ou seguidor do Budismo, mas não tenho certeza se sou um bom ser humano ou não,’ então isso é um pouco estranho.”

Exortando os alunos a irem ao âmago do que significa ser um Budista autêntico, S.S. Karmapa continuou: “Então, talvez a questão seja confrontar-nos com a pergunta: ‘Sou de fato uma boa pessoa, um bom ser humano?’ Porque isso é o que caracteriza ser um autêntico Budista.”

S.S. Karmapa, então, retomou um dos assuntos mais presentes em seus ensinamentos – o que diz que a essência da religião deve ser interna. Ele estabeleceu uma clara distinção entre meramente seguir os costumes, tradições ou religiões externas e seguir as transformações internas da mente. “Nós estamos sempre envolvidos por tradições religiosas, não importa o nosso grau de religiosidade, e isso significa seguir certas tradições, ou talvez, mais freqüentemente, seguir apenas certos costumes. Mas isso quer dizer que devemos ficar atados às tradições e costumes externos? Deveria a religião vir de fora de nós? Ou deveria ser algo que invocamos e cultivamos dentro de nós mesmos?”

Incentivando os alunos ali reunidos a colocar em prática as instruções que receberam, S.S. Karmapa ofereceu seu apoio. “Eu quero encorajar todos vocês a se comprometerem continuamente com a prática,” disse ele, “de forma que, enquanto viverem, vocês tenham essa convicção e determinação de permanecer praticando.”

Original em inglês disponível em: http://kagyuoffice.org/what-makes-an-authentic-buddhist/
Tradução: Cláudia Marcanth



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